Equipe de gerenciamento costeiro instala placas para monitorar espécie invasora

O chamado coral-sol chama a atenção pela beleza, mas coloca em risco outros organismos marinhos

Clarice Maia

Mais quatro placas de recrutamento são instaladas na região do Porto de Maceió para monitorar a entrada da espécie invasora conhecida como coral-sol. O trabalho realizado pela equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) aconteceu na manhã desta sexta-feira (11).

A expectativa da equipe é que as placas de metal sirvam como espécies de substratos para a fixação por atrair os organismos. O local para colocação dos equipamentos foi definido porque o coral pode ser carregado por navios que passam por áreas afetadas. Dessa forma, será possível identificar mais rapidamente a presença de pólipos da espécie que é considerada bioinvasora.

A atuação corresponde a uma das medidas preventivas adotadas para evitar a infestação desse tipo de organismo. Isso porque o coral-sol chama a atenção pela beleza, mas é exótico e causa grandes prejuízos, cresce rapidamente e possui vantagens competitivas em relação aos organismos nativos.

Com uma estimativa de multiplicação cerca de três vezes maior, cada colônia desses corais pode liberar até 5 mil larvas a cada ano. Tendo uma infestação tão massiva, a vida marinha praticamente desaparece onde ele se instala, ocasionando, dessa forma, um desequilíbrio na fauna e na flora nativas, e até mesmo a extinção de espécies da região invadida.

As placas são produzidas em aço, as duas primeiras foram instaladas no dia 11 de março, nessa sexta-feira (11) foram colocadas mais quatro. Na próxima semana, as primeiras placas serão verificadas como parte do trabalho de monitoramento. Elas ficam entre três e quatro metros de profundidade e são monitoradas trimestralmente.

Em Alagoas existe um grupo de trabalho formado para evitar que a espécie se instale na costa alagoana.

Além do IMA, fazem parte a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Capitania dos Portos, administração do porto de Maceió, operadoras de mergulho e Organizações Não Governamentais (ONGs) que se apresentaram como voluntárias.

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