IMA alerta sobre a criação legal de animais silvestres

Instituto pontua sobre os principais cuidados e a compra em criadouros legalizados

Dálet Vieira

Diversas pessoas têm a vontade de ter um animal em casa, o que pode ser muito comum, mas não quando se trata de animais silvestres. Pois estes precisam ser adquiridos de criadouros legais e após um estudo prévio por parte do Interessado. O Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) alerta sobre os principais cuidados e a compra consciente dessas espécies. 

Os órgãos ambientais federais e estaduais, como o IMA, são responsáveis pelo licenciamento e fiscalização dos empreendimentos que podem comercializar espécies silvestres. 

Após tomar a decisão de criar em casa um animal silvestre é necessário muita pesquisa a respeito da espécie que pretende adquirir, como explica Ana Cecília, veterinária do Instituto alocada no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). 

“Você precisa pesquisar muito sobre o animal, sobre a espécie, como ela se comporta, do que ela se alimenta, qual é o essencial para ela viver bem em cativeiro e como deve nutrir o animal de maneira adequada”, relata a veterinária. 

Esses cuidados são fundamentais tanto para garantir a integridade do animal, quanto para que o responsável não perca a licença e seja multado por maus tratos.

Outro fator importante é pesquisar sobre o criadouro que vende animais silvestres. O interessado deve se certificar de que o empreendimento está regular e autorizado. Os criadouros licenciados devem ter protocolos sanitários, alimentos e recintos adequados fundamentais para garantir saúde  e bem estar aos animais. 

Para isso, o interessado pode solicitar o CNPJ e a licença ambiental, ao responsável pelo empreendimento. O animal que é vendido legalmente, vem com documentação e marcação, o que dará respaldo ao interessado comprovando de que se trata de um animal legalizado por órgão ambiental competente.

 Problemas do tráfico de animais silvestres

Retirar o animal silvestre da natureza pode acarretar em uma série de problemas, como o desequilíbrio ecológico, disseminação de doenças e complicações na saúde desses animais, uma vez que eles não possuem a genética de criação em cativeiro.

“Esses animais podem se automutilar, arrancar as próprias penas, desenvolver problemas psicológicos e emocionais. A coloração das penas podem mudar devido a alteração de alimentação, que não é adequada, a imunidade pode baixar, devido ao estresse de cativeiro, e com isso adquirir doenças”, explica Ana Cecília acerca das consequências do cativeiro ilegal.

Além disso, o tráfico de animais silvestres é crime e pode resultar em multas que variam de R$ 500,00 por indivíduo e R$ 5.000,00 por indivíduo de espécie de fauna brasileira ameaçada de extinção.

Para verificar a lista de animais que podem ser criados sem autorização basta acessar: https://bit.ly/IsentosIbama. O IMA também dispõe de canais de comunicação para denúncias e eventuais dúvidas: http://ima.al.gov.br/appdenuncia/ e o Whatsapp (82) 98833-9407.

 

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