IMA e Ufal são parceiros em projeto sobre áreas marinhas protegidas

Estudo tem como foco a Piscina do Amor, definida como zona de exclusão desde junho de 2015

Elayne Pontual

No último sábado (28), a equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente (IMA) esteve na Piscina do Amor, na enseada da Pajuçara, realizando um levantamento para o projeto “Manejo participativo, eficiência na implementação e manutenção de reservas marinhas: Estudo de caso da recente área protegida da Piscina do Amor”.

Os biólogos e consultores ambientas do IMA, Juliano Fritscher e Fillype Quintella, participaram da ação ao lado dos professores dos cursos de Engenharia de Pesca e Biologia da Unidade de Ensino Penedo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Taciana Kramer Pinto e Cláudio Sampaio, juntos ao biólogo Álvaro Borba.

O projeto está sendo desenvolvido por meio de uma parceria entre o IMA e a Ufal e tem como objetivo verificar a eficiência de áreas marinhas protegidas através de indicadores que auxiliem em seu manejo. “A falta de regulação do uso e de gestão adequada dos recifes de coral é um importante fator de degradação destas áreas”, destacou Sampaio.

Ainda de acordo com o professor, o turismo subaquático tem preocupado gestores e cientistas. “Uma das estratégias mais eficientes para minimizar estes impactos, promovendo a conservação da biodiversidade marinha e dos serviços gerados pelo ecossistema é a criação de unidades de conservação ou áreas de exclusão de atividades humanas, como é o caso da Piscina do Amor”, disse.

Segundo Sampaio, os dados preliminares levantados no estudo piloto sugerem que os peixes observados na Piscina do Amor, área legalmente definida como zona de exclusão para diversos tipos de usos desde junho de 2015, apresentam tamanho superior à média do observado nas piscinas naturais do entorno.

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