IMA instala placas de monitoramento do coral-sol

Apesar de chamar a atenção pela beleza, a espécie exótica é considerada bioinvasora e pode fazer desaparecer a vida marinha

A equipe do Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente (IMA) fez a instalação de mais seis das chamadas placas de recrutamento para monitorar uma possível entrada, em Alagoas, do coral-sol. A espécie exótica é considerada bioinvasora, se reproduz rapidamente e pode comprometer a biodiversidade de ambientes marinhos.

As placas foram colocadas em três áreas do Porto de Maceió. Em um prazo de uma semana serão colocados mais três pares, sendo dois na mesma região e um na área fechada conhecida como Piscina do Amor, na Enseada da Pajuçara.

O Porto é o principal ponto de monitoramento porque a espécie pode ser transportada em cascos de navios que passam por áreas afetadas, dessa forma os pólipos podem ser identificados com mais agilidade.

A medida é preventiva e acontece para evitar a infestação do organismo. O coral-sol chama a atenção pela beleza, mas pode causar grandes prejuízos. Ele tem o crescimento acelerado e possui vantagens competitivas em relação a outras espécies nativas. A multiplicação é cerca de três vezes maior, cada colônia pode liberar até cinco mil larvas a cada ano. A infestação massiva faz com que a vida marinha praticamente desapareça onde ele se instala.

O trabalho de monitoramento teve início em 2017, quando foi feita a fixação das três pares de placas que agora estão sendo substituídas. “Durante esse tempo a equipe tem analisado o material fixado nas placas e não foram encontrados pólipos das espécies bioinvasoras de coral-sol”, explica Ricardo César, coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA.

O equipamento é produzido em aço, é colocado entre três e quatro metros de profundidade e é periodicamente monitorado para evitar que haja o alastre na costa alagoana.

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