IMA participa de oficina sobre conservação do peixe-boi em Pernambuco

Durante o evento houve a revisão do plano de ações e orientação sobre as atribuições dos órgãos ambientais

Texto: Klaus Roger

Foto: Arquivo/ICMBio

Representantes do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL) estiveram em Pernambuco, na última quarta-feira (17), no município de Tamandaré, para participar de uma oficina na sede do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE).

Na ocasião, foi apresentado o Plano de Ação Nacional para a Conservação de Sirênios. O intuito é revisar todo o plano já existente e implantar novas ações de conservação e recuperação dos peixes-boi. Durante a oficina, os técnicos foram orientados sobre estratégias de educação ambiental, procedimentos para o resgate dos animais, além de serem definidas as atribuições entre as instituições de pesquisa e os órgãos ambientais.

“Este plano reflete o quanto a união de esforços é importante na tarefa de conservação dessas espécies e poderá ser utilizado como referência nas agendas ambientais de todos os órgãos competentes”, afirma Epitácio Correia, gerente de Fauna, Flora e Unidades de Conservação do IMA.

O Instituto é responsável pela parte de fiscalização e implantação de ações de educação ambiental que visam à reprodução da espécie. O órgão auxilia os trabalhos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelo programa de conservação, que também recebe apoio de demais instituições parceiras como a Associação Peixe-Boi.

Peixes-boi

O peixe-boi é uma espécie ameaçada, apresentando um número extremamente pequeno de indivíduos no Brasil. Por não existir predador natural, o ser humano se torna a principal ameaça ao animal através da caça para uso da carne e gordura do mamífero.

Em Alagoas, os órgãos ambientais já conseguiram reintroduzir cerca de 30 animais no seu habitat natural. Segundo Epitácio Correia, um dos maiores problemas na readaptação do animal é o contato com o homem. “Por passarem um período de reabilitação em cativeiro e não terem o predador natural, estes animais se tornam dóceis e mais propenso a tolerar contato humano, o que acaba os distraindo de realizar a busca por alimentos, encontrar novas rotas, se descolar e realizar acasalamento”, afirma.

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