Isolamento da Piscina do Amor já mostra resultados

Organismos marinhos têm se reproduzido com mais facilidade após local se tornar zona de exclusão

Elayne Pontual

Desde que a Piscina do Amor, localizada na enseada da Pajuçara, em Maceió, foi transformada em zona de exclusão, a área de 42 hectares tem sido um suporte à reprodução e à alimentação nas fases iniciais da maioria dos organismos marinhos encontrados na região. A equipe de Gerenciamento Costeiro (Gerco) do Instituto do Meio Ambiente (IMA) esteve no local, na manhã desta sexta-feira (8), para fazer o levantamento das espécies.

O professor Gabriel Le Campion, do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) esteve com a equipe para auxiliar na atividade. De acordo com ele, foram identificadas 33 espécies de peixes no trecho percorrido pelos técnicos do IMA. “As espécies que encontramos já estavam com o tamanho diferenciado em relação aos outros bancos de recifes da Pajuçara”, disse o professor.

A área delimitada tem sido monitorada pelo Gerco periodicamente. Os técnicos já fizeram alguns levantamentos da diversidade de espécies noturnas e diurnas e percebeu um aumento considerável de peixes encontrados na área legalmente definida como zona de exclusão para diversos tipos de usos desde junho de 2015.

Pesca de arrasto

Em fevereiro deste ano, foi publicada a Resolução 05/2016 do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram), que proíbe a pesca de arrasto em 671 hectares da enseada da Pajuçara.

Segundo Ricardo César, o isolamento da Piscina do Amor e a proibição da pesca de arrasto são medidas que se complementam a favor da biodiversidade da enseada. “Essas medidas estão resultando na reprodução de diversos organismos”, disse.

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