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IMA realiza monitoramento do complexo lagunar

Ação flagrou pontos de desmate de mangue

IMA realiza monitoramento do complexo lagunar

Vegetação de mangue é utilizada para fazer caiçaras no complexo lagunar

Flávia Batista

 

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) realizou, durante o último domingo, uma ação de fiscalização e monitoramento no Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba (Celmm), com intuito de identificar pontos de desmate de mangue e emissão de esgoto, além de observar o desenvolvimento do fenômeno das erosões costeiras que vêm agredindo toda a costa do estado e que é motivo de grande preocupação dos técnicos do IMA.

A ação começou no turno da manhã e se estendeu até o fim da tarde entre os municípios de Maceió, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Marechal Deodoro. Diversos pontos de desmate de manguezais foram flagrados, na maioria das vezes feito por pescadores das redondezas, que utiliza a vegetação para fazer caiçaras. “Apesar de todos saberem que a pesca com caiçara é uma técnica pesqueira secular e faz parte da cultura pesqueira, temos de realizar um trabalho com os pescadores da região para educá-los a não mais desmatar, porque infelizmente da forma como eles fazem vai inclusive dificultar o reflorestamento natural”, explicou o biólogo Carlos Eduardo Godoy, gerente de Aqüicultura do IMA.

Segundo ele, os manguezais que circundam o Celmm estão sendo cortados pela cepa, o que devastará sem dar condições para a vegetação se recuperar.

Para o presidente do IMA Adriano Augusto Araújo Jorge a interferência do homem tem modificado a biologia do complexo lagunar, por isso um trabalho que envolva, principalmente ações de educação ambiental, começará a ser revertido para estacionar a degradação e, posteriormente reverter o quadro de desmatamento. “O IMA tem se esforçado e mantido freqüente contato com as colônias de pescadores para conscientizá-los. É vital que este trabalho de educação seja desenvolvido primeiramente com eles que são as pessoas que precisam da lagoa para levar comida para casa. No primeiro momento eles são os fiscalizados e, depois são os fiscalizadores porque sabem que quanto mais degradação, menos peixe terá para a sobrevivência deles”, observou.