Presidente do IMA participa do II Encontro Nacional de Negócios em Energia
O uso de fontes renováveis e a diminuição de agentes poluentes na geração de energia foi tema de discussão no evento promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística
Flávia Batista
A utilização da energia solar, a importância da utilização de recursos renováveis para geração de energia dentro do contexto econômico brasileiro e frente às necessidades de preservação ambiental. Essas foram algumas das questões discutidas na manhã desta quarta-feira (29) no II Encontro Nacional de Negócios em Energia. O presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Adriano Augusto de Araújo Jorge presidiu a mesa de debates, que teve como expositor o diretor executivo do Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) Carlos Felipe da Cunha Faria.
A redução de CO2 no meio ambiente é uma das várias benesses quando se fala na utilização da energia solar para fins térmicos, segundo avaliou o especialista Cunha Faria. Segundo ele, mais de 40 países em todo o mundo utilizam a radiação solar para gerar energia e, principalmente para aquecer água. Apenas 730 mil domicílios brasileiros usam o sol para aquecer água, por exemplo, para tomar banho. “É apenas 1,48% dos domicílios do País. Em lugares como Israel, por exemplo, 95% dos domicílios usam energia solar para fins térmicos. Até 2010, os países da União Européia serão obrigados a utilizar energia solar para aquecimento de água, porque eles têm o compromisso de reduzir a emissão de gases poluentes”, comparou Cunha Faria.
Maceió aparece no contexto nacional como a segunda cidade brasileira na utilização de energia solar para uso multiresidencial, ficando atrás só de Belo Horizonte. “Grande parte dos prédios residenciais da capital alagoana já utiliza coletores solares para aquecimento de água”, afirmou o especialista.
Para o presidente do IMA, a discussão foi muito pertinente, principalmente porque chega num momento em que o Conselho Estadual de Política Energética acaba de aprovar um projeto de lei que trata sobre ações de eficiência energética nas obras públicas. “O governo do Estado está preocupado com esta questão. Tanto que o governador Teotonio Vilela Filho encaminhou para Assembléia Legislativa a proposta de lei que tornará obrigatória a instalação de um sistema de aproveitamento de energia solar para o aquecimento da água a ser consumida em edificações que sejam construídas ou reformadas sob a responsabilidade do Estado”, finalizou Adriano Augusto.

