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12/02/2009 - 18h34m

IMA realiza monitoramento ambiental em Maragogi

Durante ação, equipes do IMA flagraram desmatamento num assentamento de reforma agrária e constataram uso inadequado das piscinas naturais

IMA realiza monitoramento ambiental em Maragogi

Galés de Maragogi foram alvo de ação do IMA


Flávia Batista

 

Durante dois dias, o Instituto do Meio, numa ação conjunta com o Ministério Público Estadual e o Batalhão de Policiamento Ambiental realizou ações de monitoramento e controle ambiental no município de Maragogi, no litoral Norte de Alagoas.

A primeira ação aconteceu nas piscinas naturais de Maragogi, na última segunda-feira (9). As conhecidas Galés fazem parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, distante 6km da costa, e são um dos cartões postais do Estado. Nesta época do ano, por conta do forte apelo turístico, muitas pessoas exploram economicamente o local, entre elas empresas de mergulho e inúmeras embarcações, que levam os visitantes para conhecerem de perto a diversidade biológica do ecossistema. O problema, segundo ressaltou o diretor-presidente do IMA, Adriano Augusto de Araújo Jorge, é que por falta de conhecimento, muitas pessoas acabam cometendo condutas irregulares que podem danificar seriamente a saúde dos bancos de coral.

E, de fato, durante a ação, técnicos do IMA constataram uma série de irregularidades, entre elas a utilização de áreas inadequadas para o fundeio das embarcações e o excesso de visitantes no local, regras que deveriam ser obedecidas desde 2006, quando um termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre a prefeitura do município de Maragogi, Ministério Público Federal e empresários locais definiu normas para a exploração turística das galés.

Diante do cenário, o IMA desencadeará algumas ações de educação ambiental, que incentive a conduta consciente dos empresários que atuam nas piscinas naturais. Uma delas, segundo explicou o diretor de Desenvolvimento e Pesquisa do IMA, Carlos Soares, é a implantação do programa Barco Nota 10, que distinguirá com um selo as embarcações que obedecerem às normas de preservação ao meio ambiente, como limite de passageiros, colocação de material informativo de proteção aos corais, uso de sacolas para depósito de lixo, além de respeitar os locais para fundeio. “É uma ação de orientação e, sobretudo de sensibilização das pessoas que trabalham no local e que te o contato direto com os turistas. Temos de difundir a idéia de que a exploração econômica do local só é viável com a preservação do ecossistema. Quanto mais degradação houver, menos os turistas vão se interessar em conhecer”, salientou o presidente do IMA, Adriano Augusto.

 

ASSENTAMENTOS – Outro grave problema foi verificado na terça-feira (10), num dos assentamento de reforma agrária situados em Maragogi. Um desmatamento dentro de uma área de Mata Atlântica, de aproximadamente um hectare foi detectado num sobrevôo realizado semana passada. A partir desta informação, IMA e MPE foram ao local e flagraram lenhadores derrubando árvores de espécies como ipê, caraibeira, sucupira e visgueiro.

Os trabalhadores rurais foram autuados em flagrante, sob a acusação de crime ambiental.

Os assentamentos de reforma agrária de todo Estado foram beneficiados, no mês passado, com a liberação de licenciamento ambiental, numa ação pioneira realizada entre o IMA e o Incra. O caso de desmatamento da flora local pode, segundo afirmou a promotora Dalva Tenório, coordenadora do Núcleo de Proteção Ambiental do MPE, resultar na recomendação para cassação das licenças.

 

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