Técnicos constatam desaparecimento de águas-vivas no estuário do Rio Meirim

Uma espécie bioinvasora havia se reproduzido em grande quantidade e especialistas acreditam que a diminuição da salinidade tenha contribuído com o desaparecimento

Clarice Maia

As águas-vivas, do gênero Cassiopea, que estavam assustando banhistas na região do estuário do Rio Meirim, no bairro da Ipioca, em Maceió, não são mais vistas na região. A situação foi constatada durante vistoria realizada pela equipe do Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente o Estado de Alagoas (IMA/AL).

Os técnicos retornaram ao local para verificar a situação do problema causado pela reprodução acelerada da espécie considerada bioinvasora. “É provável que as chuvas tenham provocado a diminuição da salinidade e aumento do escoamento das águas confinadas onde ocorriam as maiores concentrações”, comentou Ricardo César, coordenador de Gerenciamento Costeiro.

Ele disse ainda que “como medida de precaução será mantida, durante o período da primavera, por causa da diminuição das chuvas, a placa que foi colocada próximo ao estuário e que alerta os banhistas que frequentam a área sobre os riscos de contato”.

Em setembro de 2016 o IMA/AL recebeu uma série de denúncias de acidentes envolvendo as águas-vivas na região estuarina do rio Meirim – área de transição entre o rio e o mar. Após vistorias, os técnicos constataram a presença de grande quantidade dos animais que apresentavam toxicidade e em contato com a pele provocavam queimaduras.

A região continuará sendo monitorada para que a população seja alertada, caso haja algum tipo de risco.

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