IMA celebra Dia da Caatinga com soltura de animais em Unidade de Conservação

As espécies foram levadas ao sertão do Estado após receberem cuidados no Cetas

Dálet Vieira

A caatinga poderia muito bem ser sinônimo de resistência, é cenário de obras brasileiras memoráveis e rica em biodiversidade. Neste dia 28 de abril, o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) celebra este bioma, que é exclusivamente brasileiro e corresponde 44% do território alagoano, com o retorno de 12 animais ao semiárido. 

A fauna da caatinga é diversa e possui espécies com características específicas para a adaptação nos períodos de estiagem. Após receberem os cuidados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), local com administração integrada entre o IMA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os animais foram soltos em uma Unidade de Conservação (UC).

Iguana passou por cuidados no Cetas e volta para o habitat. Foto: Ascom IMA

Por lá, os quatro galos de campina, quatro jabutis, duas jibóias e uma iguana vão ter condições para sobrevivência e reprodução. Algo que deveria ser a realidade de todas as espécies. Porém, a caça e a captura dos animais endêmicos do bioma ainda é um problema recorrente. O qual, ameaça espécies e pode acarretar em um desequilíbrio ecológico.

“Existem espécies que não se adaptam bem em áreas muito úmidas, a exemplo do jabuti. Se ele não receber a alimentação adequada e for criado em uma área que não tenha sol, o animal pode desenvolver uma série de problemas”, alerta Ana Cecília, veterinária do IMA alocada no Cetas. 

Outra consequência dos crimes ambientais contra a fauna é a escassez ou até o desaparecimento das espécies. Como o macaco-prego-dourado, um primata considerado de ocorrência na caatinga, mas que está ameaçado. 

Galo de campina foi um dos animais soltos na caatinga. Foto: Ascom IMA

Assim como alguns psitacídeos e pássaros que são traficados para comércio ou criação em locais inapropriados. Essas ações resultam em sérios riscos à sobrevivência desses animais. Estes últimos, segundo Ana Cecília, são os que mais chegam ao Centro de Triagens.

“O galo de campina é um animal da área de caatinga, mas as pessoas trazem para a região de mata atlântica. Também temos o extravagante, passeriforme de pequeno porte. Ambos são os que mais têm registros de entrada no Cetas”, diz a veterinária do IMA. 

Jiboia retorna para o semiárido. Foto: Ascom IMA

A população pode auxiliar nos cuidados para a preservação da caatinga e no combate aos crimes ambientais. A denúncia pode ser registrada no aplicativo IMA Denúncie ou em casos de flagrante de maus tratos ou animais de procedencia ilegal é recomendado ligar para o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) no número: (82) 3315-4325. 

Para a entrega voluntária, não é necessária a identificação e o interessado pode levar o animal até o Centro de Triagem de Animais Silvestres que fica localizado na Avenida Fernandes Lima, Nº 4023, no bairro do Farol, em Maceió.

166 Total Views 1 Views Today